O Acre com as suas características naturais, seu povo e seu trabalhos sempre foram direcionados para produção agropecuária e a sustentabilidade ao longo da história, principalmente, por fazer parte da região amazônica. Os ciclos da borracha e da madeira, são substituídos na década de 60 pelas pastagens com bovinos que transformaram o Acre em dos maiores bovinocultores do norte do Brasil, atualmente vem se destacando também na produção de suínos e aves que alimentarão acreanos, brasileiros e povos andinos (Peru e Bolívia).

Para apoiar de forma adequada a sua inclinação pela agropecuária, foi criada, na década 70, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário, e em 1999, criou o Departamento de Defesa e Inspeção Sanitária (DDIS) para atender, especificamente, as questões ligadas à defesa sanitária animal e vegetal.
       Criado para atender demandas, quase que exclusivamente para o mercado estadual e nacional, o DDIS se esforçou nas décadas seguintes incorporando dezenas de programas, projetos, profissionais e metodologias para atender o setor agropecuário.
       O setor agropecuário do Acre se mobilizou para a criação, em 1997, do Fundo de Desenvolvimento da Agropecuária do Estado do Acre – FUNDEPEC/AC, detendo recurso para auxiliar em possíveis situações de saneamento em emergências sanitárias.
       Ainda em 1999, tendo em vista a necessidade de se implantar instrumentos adequados para o planejamento e execução das ações do Programa Nacional de Febre Aftosa no Estado Acre, objetivando de forma organizada, criou-se a portaria N°61 de abril de 1999, estipulando um calendário Oficial de Vacinação para erradicação da Febre Aftosa em todo território acreano.

Em 15 de janeiro de 2003, o Governo do Estado do Acre criou o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre – IDAF, por meio da Lei Estadual nº 1.478, vinculada à Secretaria de Estado de Produção e Agronegócio do Acre – SEPA. O IDAF-ACRE é uma entidade autárquica dotada de personalidade jurídica de direito público, com patrimônio e receitas próprios e autonomia administrativa, técnica e financeira que efetivamente iniciou seus trabalhos com a posse de sua Diretoria aos de 15 janeiro de 2003.

Em maio de 2005 o estado do Acre foi reconhecido livre de Febre Aftosa com vacinação. Após 15 anos foi reconhecido pelo Ministério da Agricultura, pecuária e abastecimento – MAPA como área livre de febre aftosa sem vacinação. Um importante título para o avanço da economia acreana e mais etapa vencida através do plano estratégico do PNEFA 2017-2026.